terça-feira, 3 de julho de 2007

quinta-feira, 21 de junho de 2007

papel em branco

dia 5 de junho de 2007:








o que há num papel em branco? o que pode esconder o vazio de um pequeno pedaço de papel em branco entregue no meio da rua?
- falha na impressão?
em qual impressão? na do papel ou na minha impressão sobre as coisas do mundo? volto e pergunto, volto e tento enteder, olho de novo, mais uma vez e nada... só um papel em branco.
- eles estão divulgando o que?
até que ponto estamos condicionados? Nem percebemos que só há o branco, estendemos o braço enquanto mais um passo a frente, a frente,
-to apressado, desculpe....
nossos olhos estão abertos?
significação,
o desejo de entender,
de fazer valer a capacidade de raciocínio.
-penso, logo, logo, logo.... isto tem que significar alguma coisa, por favor me digam o que isto significa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
tudo tem uma função? um por que?
mas,
o que há num papel em branco?
-algum cheiro?
- é paz?
- é macumba! não pega não que é mandinga!!!
e os pedaços de papel se vão
pelas ruas cheias de dúvidas e inquietações,
entre sorrisos e palavrões
entre claros e escuros,
altos e baixos;
os papéis em pedaços.





(não) siga o mestre.....

dia 04 de junho:
todos de preto, andar em fila pelas ruas do centro da cidade, quem vai na frente cria o caminho, a trajetória, a brincadeira, a dança, a pausa, o risco, traço, linha, reta, curva, volta, contorno, ponto, poste, esquina, pedra, chão,,,,,
mas há a REVOLUÇÃO e a ordem pode virar CAOS,quem está na frente pode ser surpreendido e um novo alguém guia o grupo, em jogo, sempre em jogo, em
atenção,
conexão,
reflexão,
observação,
relação
ação
ação
ação




uma roda na praça em plena luz do dia gira os desejos, espanta os distraídos e diverte os bêbados e desocupados. A dança, revela o encontro de fugitivos num lugar secreto forjado por traços brancos no chão cheio de passos apressados.
"eu achei que podia" disse ele, depois de tudo, ja quando a brincadeira havia terminado, explicando por que decidiu se juntar ao grupo.
e podia mesmo; tanto, que assim o fez e ficou com a gente quase todo o tempo.
Seguiu, guiou, pulou e até fez todo mundo ver o mundo de cabeça pra baixo.

subjetividadesesparçasdesukitabacana

dores contida
deixa a parede calada
deixa essa vontade
de não fazer nada fluir
me forçar a sair do silêncio
a desenbrulhar o lenço
onde escondi o amor
que nunca conheci
portanto
deixa a parede calada
rasga este frente estéril
e nota que dele caem
lenços e lenços
que escondem
todo amor desse mundo.
11:08
é preciso despoetizar a lógica para compreender a vida (?!?!?!).
Os homens não usam mais cavalos para carregarem sua carroças, carregam eles próprios suas carroças de luxo.
depis deste cafezinho, eu não fico sem cigarro de jeito nehum...
a gente pega o 00 e vai pro mundo novo.
sorte delas.
o silêncio e lentidão causam espanto.
No castelo tingido em vermelho quanto remédio se compra; remédios que não lhes curam a dor maior.
quando se planeja a próxima conta?
e quanta pressa para voltar ao lugar onde nunca se devia ter entrado.
isto pira um milhão de universos em não sei quanto tempo
ela seguia com o coração
só mais meia hora,
talvez.



1ª abordagem: brinquei um cachorrinho e aproveitei e sentei ao lado do dono do cachorrro. Falei a poesia pra ele - ele de costas para mim. Li a segunda poesia e ele disse que só servia pra limpar a bunda.


2ª abordagem: li a poesia para uma senhora sentada num banco, eu disse que tinha achado o rolo de pepel higiênico no chão. Fiquei lendo de cima pra baixo e de baixo pra cima enquanto perguntava a senhora como ela achava melhor.


3ª abordagem: fui lanchar no café por que estava com fome. Li e reli a poesia várias vezes; a atendente conteve sua curiosidade, mas me olhava com estranhesa o tempo todo.


4ª abordagem: quando voltei do lanche, o primeiro homem que tinha abordado - o do cachorrinho - me chamou e me convidou para almoçar. Expliquei que era uma atriz fazendo um exercício. Fui sentar ao lado de um estudante e comecei a ler a poesia; ele não teve dúvida: se levantou e saiu com cara de pensava: o que será que ela tomou???


última abordagem: parei de costas para duas mulheres e comecei a ler, elas riram e se afastarm de mim, sentei no ponto de ônibus e comecei a ler novamente; de repente surgiu um rumor entre as pessoas de que havia um rapaz me fotografando, sem pensar muito me virei e assim que vi o tal rapaz tirei o sapato e joguei nele, dei-le uma sapatada em cheio - quase acerto na máquina - onde ja se viu? ficar fotografando os outros assim .....


Primeiros OLHARES de Priscila de Souza

1º Encontro 02/04/07

Observei um senhor que estava na minha frente e ele ficava nos olhando e tentando descobrir o que nós fazíamos e reparava em todos e suas reações.
Senti cheiro de folhas e um leve vento tocando em nós.
Quando estávamos trocando de lugar uma senhora perguntou para cada um que estávamos fazendo, mas o exercício era o silêncio e com certeza não respondi e ela ficou nervosa e disse – Isso é uma palhaçada – e percebi que é legal as reações das pessoas.
Outro fato, foi um homem que ficava me fazendo várias perguntas – O que vocês estão fazendo, vocês fazem teatro ou participam de algum grupo, você não vai responder, mocinha estou falando com você – essas foram as perguntas e com o passar dos segundos ou minutos percebi ele levantar e por um instante fiquei com medo.
Mas adorei passar por esta fantástica experiência e acredito que pude aprender coisas novas e interessantes

2º Encontro 04/04/07

Abordando as pessoas: você viu o zé?

1ª pessoa: Foi uma mulher e um homem
Local: uma lanchonete branca

Eles tentaram me ajudar e até falaram que tinha um homem parecido com o zé mas ele não podia ser, pois era + velho e baixo, eles foram legais e falaram que se passasse por ali, pediria pra esperar.


2ª Pessoa: 2 homens
Local: estacionamento de carro.

Cheguei perguntando se eles viram o zé eles na verdade tentaram me ajudar, mas também me chavecando. Disse a eles que fui no orelhão e deixei meu material com meu amigo, mas na verdade eles não viram.
Quando fui abordar outra pessoa o transito não me deixou prosseguir, pois os carros não terminavam


3ª pessoa: muitas pessoas (+ou- 6)
Local: ponto de ônibus

Perguntei a todos se eles viram o zé, mas eles não sabiam me responder, mas uam senhora me mostrou e disse que aquele homem tinha chegado antes e ele podia me ajuda, mas então ninguém sabia e agradeci a todos e fui embora

4ª pessoa: homem da Endec
Local: esquina da prefeitura

Ele disse que não viu ninguém ali a 25 minutos, mas na verdade ele não podia conversar muito comigo porque estava olhando os carros.

5ª pessoa:1 homem
Local: loja de roupas

O homem me atendeu bem rápido, pois estava no telefone, ele me ouviu e disse que não passou nenhum zé por ali.

6ª pessoa: 2 mulheres
Local:loja de biquíni

A primeira disse que ali não passou ninguém ainda e que eu era a primeira, mas ela perguntou para a amiga e a outra também disse que não apareceu nenhum zé, só que eu disse que combinei com o zé de comprar biquínis.

7ª pessoa: 1 mulher grávida
Local loja de consertos (eletrodoméstico)

A moça disse que ali não trabalha nenhum zé, e o problema foi que eu tive que ir logo embora pois ela começou a ficar nervosa com minhas perguntas e quis logo terminar minhas perguntas e sair dali e perguntei se havia algum zé por ali e ela me mostrou.

8ª pessoa: 1 senhor
Local: entrada de um prédio (praça)

Quando cheguei, vi um canteiro dos dois lados de flores e grama bem verde e o prédio era alto.
O senhor não sabia me dizer se ali passou ou esteve um homem da minha descrição e cheguei chorando e nervosa e percebi que ele começou a se preocupar comigo e ficar nervoso, então terminei meu assunto para não mais assusta-lo.


3º encontro 09/04/07

Foi engraçado e meio difícil de rir de uma coisa que não esta acontecendo ou rir de alguém sem ter motivo de rir.
Mas o primeiro exercício foi legal e + dinâmico tirando as 2 X que eu quase cai
Já o 2º banco foi meio estranho, pois no começo nos entrosamos e no meio ficamos perdidos
No rir: o pessoal olhava, qd passei perto dos policiais eles se assustaram, mas depois viram que eram pessoas rindo.
Foi engraçado qd fomos subir na calçado e ñ sei se o Ro quase bateu no posto, eu cai e torci meu pé e bati a mão na perna do Leo e a Tati me segurou e riu.
Começamos a rir na loteria, eles só olhavam e um homem ficou olhando, já sem paciência a mulher ficou reclamando.
E quando um homem contracenou com nós foi engraçado, já eu pensei que era verdade.

ATUALIZAÇÃO!!!!!!

POR MOTIVOS MAIORES,
NOSSO BLOG FICOU SEM POSTAGENS POR UM BOM TEMPO....
- COMO QUEM PISCA O OLHO E FICA NO ESCURO POR SEGUNDOS -
AGORA, VOLTAREMOS NO TEMPO, PARA ATUALIZAR NOSSA TRAJETÓRIA:

Outros olhares de Tati Gonçalves:

3º DIA - 09 de abril de 2007

Espoleta

Ela grita ri, grito alto e riso desbragado: um riso que não acaba mais, que não é sorriso é gargalhada, quase perde o fôlego. A causa – cócegas, brincadeiras – não importa: tem agudos inimagináveis uma alegria sem pé nem cabeça... (Décio Mello)

E foi assim oneste dia rimos de tudo, eu ri da reisada da Priscila da moça empinada no salto alto, ri do grito de "queima Jesus" ri dos curiosos olhares das expressões que diziam "É melhor não contrariar". Senti calor ri de quem interagiu e de quem não gostou, ri pra todos ri para o ônibus da sanasa, ri pro casal na moto, ri dos barulhos dos carros, dos passos, das conversas, do carro de policia e do homem de blusa azul, ri de tudo mesmo principalmente das risadas inclusive das forçadas como a minha, no final como minha boca doía bem que dizem tudo em excesso faz mal! Antes de rir deixei um pouco de pensar e reagi, reagi ao espaço da praça Carlos Gomes e aos movimentos da Pri, do Rômulo e do Leandro.

4º DIA - 11 de Abril de 2007

Hoje me espreguicei até o céu L-E-N-T-A E S-U-A-V-E-M-E-N-T-E, falamos sobre a parte de todos os não pode! Rsrsrs – Fui me relacionar com a parede um relacionamento nada concreto e muito abstrato, brinquei de incomodar o sono do outro, me perdi, me achei, sentei! E Maxixe do Guilherme de Almeida ganhou dois novos ouvintes . E em um abraço muito forte na Sukyta fechei o ciclo.


5º DIA - 16 de Abril de 2007

TEMPO, ESPAÇO, VELOCIDADE

Hoje fui pra rua observar o espaço, ouvir conversas, quer dizer conversas não, fui ouvir pedaços de histórias e ouvi:


" - Aquele menino lá, do Carlos Gomes, pois é ele robou um salgado
- Nossa como pode
- È menina nem acreditei!"
- Putz, pra onde estamos indo
- Ai! Passei o lugar!"


"- Ê Camila hein!!!
- Ai gente eu tava seguindo vocês!"



"- Vou comprar um fósforo
- Não mãe, compra um ovo de páscoa!
- Que ovo de Páscoa menina, a páscoa já acabou, que que é isso comeu um monte de ovo de páscoa e ainda fica aí enchendo o saco!"

– mas agente não ia pra 13 de maio, não é pra lá?
- Não, agente desce por aqui e sobe pelos camelo!"


"Você viu? ele quase me levou, é um absurdo agente nem pode andar na rua direito
É tem que pensar muito e estar com muita paciência."


Existe muita coisa em Campinas que me incomoda e são estranhas:

*O som ligado alto com uma cantora de voz estridente me incomoda

* Mas uma das coisas nesta minha observação que me foi estranho e incomodo foi a maneira como as pessoas tratam os panfleteiros, que que custa pegar a porcaria do papelzinho? Será q não entendem que aquele é um trabalho como outro qualquer? Será que não da pra perceber que aquela pessoa só vai sair dali se acabarem com aqueles maledetos papelzinhos? È F*!

Eu pego todos os papelzinhos q me oferecem mesmo q eu não leia e jogue na primeira lixeira que encontrar e você????

sábado, 7 de abril de 2007

os primeiros olhares de Tati Gonçalves*

1º DIA – Segunda feira dia 02 de Abril de 2007

Que estranho fui pra rua e fiquei parada... Tava muito curiosa pra saber como seria e se encontrasse alguém conhecido? Eu não ia poder falar! Aiaiai não queria encontrar ninguém a não ser os desconhecidos.... Lá as linhas de raciocínios me divertiam – O que ta acontecendo aíííí??? – Que que é isso é teatro??? – Fica aí meu que já já você entende! - Não to entendendo nada! Só sei que aquela ruiva ali é muito gostosa!

Senti o vento vi as pessoas passarem sem me notar... invisível??? Não... alguém me viu e ficou curioso para saber o q estava acontecendo. Quando uma senhora se assustou com um de nós deu vontade de rir, não segurei ri e contagiei os outros... uma sensação boa fazia parte de mim, mas quando o mundo se escondeu... Quando não pude mais ver o que estava acontecendo tive medo, me agoniei e quando pude ver tudo de novo senti um grande alivio.

2º DIA – Dia 04 de Abril de 2007

Você viu o Zé? Putz... ele marcou comigo aqui e não apareceu...que estranho ninguém viu o Zé...de boné vermelho baixinho...

A senhora viu o Zé???...Calma, calma senhora é só o Zé... não é nada feio não só me responde se viu o Zé...ta bom, ta bom...obrigada assim mesmo ta?!

Oi você viu o Zé? Não precisa se afastar não... só to perguntando se a senhora viu o Zé, calma eu vi que a senhora esta grávida, mas eu não vou te fazer nenhum mal só estou procurando o Zé...

Em meio às barulhos de carros, conversas, passos apressados, um cheiro de incenso me invadiu e nada de encontrar o Zé... no Largo do Rosário duas senhoras estavam sentadas na praça...elas deviam saber, afinal já estavam ali a algum tempo...

Oi da licença... Vocês viram o Zé???– E o sotaque gaúcho me respondeu - Não vi não... mas se tu marcou com ele aqui espera que ele aparece – Mas já estou rodando por aqui faz tempo e ele não apareceu!

Se encontra-lo, por favor, diga que estou procurando...



*enviado por email.


quarta-feira, 4 de abril de 2007

Você viu o Zé?????


SEGUNDO ENCONTRO - diA 04 De ABrIL dE 2006:
Hoje ficamos a maior parte do tempo dentro da sala de trabalho no Centro Cultural Carlos Gomes, começei passando os Vídeos dos Saudáveis Subversivos para o grupo ver. Assitimos o "Em branco" e o "Estranho, um cara comum".
Depois fomos trabalhar os corpinhos....
Primeiro, pedi que eles empurrassem o chão enquanto observavam a própria respiração (primeiro deitados de costas e depois em outras posições), de certa forma, a 'resposta' ao exercício foi discreta, pequena e sem muito fluxo, há muito o que se ganhar na relação Corpo e Espaço. Depois trabalhei um exercício que aprendi com a Cris Steves (Sp) na oficina de View Points, um treinamento muito interessante para se tratar de uma forma mais palpável a questão da "presença" e de "estar em resposta", que são aspectos centrais do trabalho do ator. E foi um bom começo.
A Ação de hoje foi

Procurar o Zé.



O Zé é homem comum, o tipo que exixte em qualquer lugar e que todo mundo conhece um.
No nosso jogo, cada um cria seu próprio Zé e sai pelas ruas a sua procura, abordando as pessoas que passam ou as dos estabelecimentos comerciais. O motivo da busca pelo Zé tb é criado por cada participante.
Enquanto eu explicava a proposta, a reação do grupo foi de animação total (mesmo sendo disfarçada em receio, ou impossibilidade projetada), menos Dona Nivalda, uma senhora muito simpática que apareceu hj e neste momento decidiu sair da 'oficina':

"não gosto de abordar as pesoas, ja fui vendedora, mas não gosto, fico incomodada..."

Ainda conversamos um pouco com ela para ver se ela pelo menos iria andar pelas ruas, sem abordar ninguém, que não precisava sair da oficina por conta disto, mas ela preferiu dizer que estava saindo mesmo....
Mas, os outros estavam ansiosos para sair a procura do Zé.

e assim, foram pelas ruas.






Estavam presentes neste segundo encontro:
Isiely, Rômulo, Priscila, Tatiana e Nivalda.

Área de atuação:
Ruas próximas ao Centro Cultural Carlos Gomes.


* frases * ditas * ao * vento * reflexões * imagens *


"eu devo confessar que aproveitei o exercício para ir ao banco e tomar um café, pois eu estou com pressa, mas não sou a única pessoa apressada neste lugar. A cidade está repleta de gente que tem pressa; não vive, só tenta ganhar ou gastar dinheiro. Pelo menos por fora e a primeira vista é a impressão que fica. Ao trabalhar meus sentidos eu percebo que sou uma fútil (rsrsrsrs) pq fixo meu olhar nas roupas que as pessoas vestem; me chama a atenção as mais exóticas, as que misturam cores que estilistas jamais admitiriam.
Mas, eu não me esqueci do Zé...
No banco, eu abordei um homem bem vestido que vinha entrando e sem medo perguntei:

Você viu o Zé?

Ele respondeu "não conheço não" e entrou, não quis conversar comigo.

Depois entrei no primeiro bar para tomar uma café, mas lá eu não podia fumar, então eu perguntei do Zé aos atendentes e quando eles perguntaram "que Zé?" eu disse que era um estudante, assim, com certeza, não o encontraria por ali.
No segundo bar eu podia fumar então pedi um café e perguntei do Zé a quem me entendeu, ele respondeu "tem tando Zé no mundo..."
Estranho, tem tanto Zé no mundo e ninguém viu o Zé...."
*texto escrito pela atriz Isiely Ayres logo após ao exercício.



divulgAÇÃO do OLHO na UNICAMP

equipe de divulgação:
eu, Márcia (fotos), Patrick (apoio moral)


e o Super homem. Sim, ele mesmo; sei que a foto ta escura, mas podem acrditar, encontramos o super homem passeando pela Unicamp. E o melhor é que depois de mostrar seu talento como bailarino (imita o Michel Jackson)numa alucinante 'seguência de oito', contada em alto e bom som, ele prometeu que vai fazer a inscrição e participar do projeto.
que assim seja!!













terça-feira, 3 de abril de 2007

DÚVIDAS QUENTES AO VENTO.


PRIMEIRO ENCONTRO - DiA 02 De ABrIL dE 2006:

Enfim, começamos!
Depois de muitos dias de espera, finalmente chegou a hora de conhecer as pessoas e começar a atuAÇÃO. Quando cheguei no Espaço Cultural Carlos Gomes, as oito e dez da manhã, em conversa com a Nara (ZADA PRODUÇÔES - responsável pelo espaço e parceira do projeto) ainda houve uma cogitação de adiamento ja que o número de inscritos não era muito grande (apenas seis pessoas) e o material de divulgação oficial das Oficinas ainda não tinha chegado, mas por fim decidimos que o melhor era começar.
UMA AÇÃO LEVA A OUTRA - era hora de agir.

O projeto prevê uma continuidade nas Ações realizadas durante estes próximos dois meses, mas como cada encontro vale por si e como cada participante pode se colocar a seu modo dentro dele, não há problemas que novas pessoas surjam.
Trabalha-se na perspectiva de que tudo está em fluxo coletivo, mesmo correndo alguns riscos por esta decisão.
As inscrições continuam abertas, os interessados podem ir se envolvendo ao longo do caminho e serão sempre bem vindos.
Estavam presentes deste primeiro encontro: Isiely, Rômulo, Priscila, Tatiana e o Leandro. área de atuação: Praça das andorinhas. cruzamento da Av. Anchieta com a Bejamin Constan.


Agimos com cadeiras como extenção de nossos corpos hj. Fomos sentar e olhar o espaço e o tempo lá na praça das Andorinhas... quase imóveis.
No decorrer da Ação foram surgindo novas possibilidades, geradas pelos estímulos que nos cercavam; começamos a trocar de lugar, indo sentar na cadeira de outro, fazendo com este tivesse que sair e tb ir atrás de outra cadeira para sentar. Aos poucos 'sentar' passou a ser uma ação diferente do que simplesmente colocar a bunda na cadeira e também gerou-se um jogo entre os caminhos, os trajetos de deslocamentos entre uma cadeira e outra.
O ritmo das ações, inclusive, também mudou, tendo começado no quase estático indo para uma dinâmica mais acelerada durante a Ação. Algumas pessoas que passavam pelo espaço começaram a parar para olhar o que estava acontecendo, chegando a abordar os alguns participantes do projeto com questionamentos típicos de quem quer 'entender' o que acontece...




Frases ditas ao vento:


"eu não to entendendo nada"



"Moça, você pode falar comigo?"



"Ela cheirou uma 'pedra', tenho certeza"

e isto tb influenciou no que estávamos fazendo.
Por fim, voltamos cada um para uma cadeira e ficamos mais um tempo 'apenas olhando' ao redor.
Em mim, esta segunda "sentada" foi completamente diferente da primeira, senti uma conexão maior entre os elementos (corpos e espaço) depois do que ja havia acontecido.


Reflexões:



aproveitar o silêncio.



não querer fazer, desistir de não fazer...



resolver as dúvidas na própria Ação, não perguntar e querer entender tudo.



ESTAR EM REPOSTA, ABERTO, ATENTO.



temos platéia? precisamos? pra quem estamos fazendo?


?imagens!


vento

folhas

passos

uma garrafa plástica chutada por várias pessoas
dúvidas
calor

1974

34 carros



domingo, 1 de abril de 2007

segunda-feira, 26 de março de 2007

como ( /) olho (/) a arte

Manifesto-Ação - Grupo Tá na rua*
.................................................................................................
"Ser artista é uma possibilidade que todo ser humano tem, independente de ofício, carreira ou arte. É uma possibilidade de desenvolvimento pleno, de plena expressão, de direito à felicidade.A possibilidade de ir ao encontro de si mesmo, de sua expressão, de sua felicidade, plenitude, liberdade, fertilidade é de todo e qualquer ser humano. Isso não é um privilégio do artista, é um direito do ser humano — de se livrar de seus papéis, de exercer suas potencialidades e de se sentir vivo.Todo mundo pode viver sua expressão sem estar preso a um papel. Não se trata de ser artista ou não, mas de uma perspectiva do ser humano e do mundo. Não se trata só de todos os artistas serem operários, mas também de todos os operários serem artistas. Das pessoas terem relações criativas, férteis e de transformação com o mundo, a realidade, a natureza, a sociedade. O homem não está condenado a ser só destruidor, consumista, egoísta como a sociedade nos leva a crer."
(...)
................................................................................................
***************************************************************************
Recebi este texto pelo orkut do Maurício, aqui de Campinas. Concordo plenamente com estas palavras e resolvi colocar aqui pq o
OLHO DA RUA
trabalha dentro desta pespectiva do artista-cidadão que há em todo ser humano, acreditando que a Arte não está vinculada nem a locais nem a pessoas especiais, ou melhor dizendo: acreditando que todos os locais e todas as pessoas são potencialmente especiais. Acreditando que a ARTE é fluida, livre e se move pelos infinitos cantos de nossas cidades; entre ruas, praças e becos, árvores, montes e mares. E que todo ser tem em potência uma força criativa que precisa e merece ser despertada em favor de uma relação coletiva.

quinta-feira, 22 de março de 2007

olho, alma e agradecimento nunca é demais....

"a propaganda é a alma do negócio"
(mesmo, e principalmete, quando o negócio não tiver alma)
ou quando não se tem nenhum negócio em jogo
e sim almas...




quando não há tecnologia disponível ou qualquer coisa que se precise,
só os amigos podem salvar!!!
Cartaz de divulgação do projeto, feito pela agilidade e carinho da fofógrafa alagoana Renata Voss.
Nunca é demais agradecer!!
Obrigado, Perigo!!!!!

terça-feira, 20 de março de 2007

e o olho estranhou....

Agora em Campinas, acontecerá a terceira edição do projeto, mais uma vez reformulado (afinal, estamos sempre em processo!!!) e agora só chamado de
OLHO DA RUA.

Tirar o nome "Teatro" tem o objetivo de ampliar as possibilidades de expressão dos participantes, incluindo todos os que tenham o corpo como vetor transaversal de sua arte - bailarinos /dançarinos de qualquer gênero, músicistas, músicos e cantores; performers, artistas visuais, fotógrafos ou ainda qualquer cidadão que queira colocar seu corpo em conflito com o da cidade, que esteja disposto a refletir em AÇÃO a relação espaço X tempo.

Percebo que esta reformulação do projeto sofre uma influencia forte e direta de minha pesquisa do mestrado no Instituto de Artes da Unicamp, com a orientação de Renato Ferracici, onde estudo a construção de uma corporeidade cênica , ou de um "corpo em arte", a partir do conceito de Corpo Subjétil proposto por ele em sua tese de Doutorado. Busco pesquisar este conceito, só que num corpo (no caso, o meu corpo) colocado em espaços públicos, espaços multirelacinais ("reais" e "virtuais"). Chamo este corpo de Corpo Estranho, corpo performático multirelacional.
O processo deste trabalho em processo (!!!!) pode ser acompanhado em


De alguma forma, o OLHO DA RUA é também uma ampliação desta pesquisa, agora proposta a prática e a reflexão de outros corpos.
Como num jogo coletivo, pretendo criar um ambiente de liberdade criativa em fluxo e rede, favorável a reflexão prática e conceitual sobre como usamos nosso corpo em nosso ofício de viver e de ser artista.
O ponto de encontro e início das Ações é o Centro Cultural Carlos Gomes, e de lá, a cada encontro iremos a um espaço próximo (uma praça, ou rua, ou largo previamente escolhido), destino de nossa Ação do dia - local onde realizaremos nosso treinamento e onde executaremos a nossa AÇÂO COLETIVA.


o convite está feito!!

agora é esperar a função começar...

"somente certas pessoas para certas coisas..."








jorge, mana, thiago, tati, eris, ?, júnior e denilson